sábado, 14 de agosto de 2021

 







Manifestar é preciso!

Atualmente o Brasil vive a uma enxurrada de manifestações quase que semanalmente, mas acredito que boa parte da população brasileira tenta ignorar ou simplesmente não quer participar, mas fica a pergunta: Por quê?

Na minha opinião parece que virou uma espécie de “clubismo”, defender político A ou B simplesmente porque não é do meu time, mas algum tempo atrás as pessoas se manifestavam com objetivos mais concretos, como pelo movimento contrário a implantação do “Aeroporto Internacional de Cumbica”.

A população local aproveitou aquele momento em 1975, mais especificamente dos bairros do Jardim Presidente Dutra e Jardim São Luiz, para reivindicar condições até então negadas a esses bairros, como a implantação de escolas e redes de esgotos, serviços que já eram presentes nos bairros mais ao Centro da cidade de Guarulhos, e que ainda iriam demorar mais alguns anos para chegarem aos bairros periféricos da cidade.

Eu me nego a participar de manifestações que tenham o cunho políticos partidárias, pois a população precisa de condições mínimas para sobreviverem, como investimentos na educação, saúde, moradia e uma melhor infraestrutura do país, infelizmente não vejo isso nessas manifestações, na verdade parece que o objeto e na verdade ignorar esses problemas, e focar em uma eleição futura.

Portanto, prefiro acreditar que um dia as pessoas voltem a lutar por política públicas, e condições mínimas de sobrevivência de uma população em sua maioria pobre, e que mais sente uma crise política e econômico, e fica aí o recorte do jornal “Guaru News”, de 1975, como uma dica para encontrar um motivo para uma manifestação. Fonte dos recortes: Arquivo Nacional.



terça-feira, 15 de dezembro de 2020

 Hoje um acontecimento me fez expor essa reflexão...


O delito

 

Cometi o crime

Devo à lei

Uma penitência a pagar

Pois dei um golpe

Disparei uma rajada

Sem mesmo pestanejar

Naquele dia sem sorte

Em um saque rápido

Me propus a disparar

Fui pego em flagrante

Com arma em punho

Sem tempo para disfarçar

A arma ainda quente

Pois foi três tiros

Que eu acabara de disparar

Arma era de pequeno calibre

De cor amarelo e rosa

Não tive tempo de guardar

Mas a justiça é alucinada

Encarcera e algema

O poder engole a alma

Continuei tranquilo

Dei o último tiro

Puxei o marcador

Dedilhei cada página

Fechei e guardei no bolso

Aceitei o crime

Que nunca vai prescrever

Pois a intolerância é discreta

Pressiona a sabedoria

A não te contradizer

Mas mesmo dentro de uma cela

Em uma longa prisão perpétua

Nunca mais

Eu deixarei de ler









quarta-feira, 19 de agosto de 2020